Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa: Coligação da direita (MAI+PSD+IL+ CH) caiu com estrondo. A população merece, de facto, mais e melhor.
O balanço de 9 meses é simples: incompetência grosseira.
Logo nas primeiras semanas, o executivo atrasou o pagamento dos salários aos trabalhadores, num acto inédito de violação de direitos elementares. Seguiram-se reuniões da Assembleia de Freguesia sem qualquer capacidade política, marcadas pela confusão com procedimentos básicos e na condução dos trabalhos.
Constituída a Junta, a coligação da direita conseguiu a proeza de ver o seu primeiro orçamento chumbado com os votos contra de elementos da própria coligação. Ficou evidente, desde o início, a incapacidade para governar.
Durante este período, nada foi feito: os passeios continuam entregues ao estacionamento abusivo, os espaços verdes estão ao abandono e os buracos por tapar. A qualidade de vida na freguesia não viu qualquer melhoria, até pelo contrário.
Após chumbado o orçamento e sem meios para gerir, os eleitos do Chega no executivo da Junta alegam agora preocupação com o regulamento do estacionamento avançado pelo PS e PSD para o concelho. No entanto, o que sobressai é a absoluta incapacidade política de uma coligação que, em vez de se focar na resolução dos problemas que realmente importam às pessoas, preferiu ocupar-se com tricas pessoais.
A última Assembleia de Freguesia confirmou o desvario: sessões adiadas sem motivos prioritários; comunicações oficiais feitas por Whatsapps; indefinição sobre as competências de cada elemento do executivo e uma total ausência de projeto para a freguesia. O resultado são acordos opacos, incoerência e instabilidade.
Além disso, não esquecer as regras obtusas de participação do público nas assembleias, obrigando as pessoas a inscreverem-se horas antes. Mas também a vertigem antidemocrática de censura de perfis nas redes sociais, num ato censório à participação na página pública da Junta de Freguesia.
Esta coligação provou que não serve a população: serve os seus próprios interesses e nada mais.
Continuaremos a acompanhar de perto os acontecimentos da freguesia, lamentando que a população não veja na sua escolha a resolução dos seus problemas. Estamos e estaremos cá para lutar pelos vossos interesses.